Resenha - A Última Carta de Amor
Título: A Última Carta de Amor
Páginas: 384 páginas
Editora: Intrínseca
Autor(a): Jojo Moyes
Não conhecia esse livro e fui comprada pela capa (que é simplesmente linda!).ؐ Já a autora Jojo Moyes eu conhecia pelo seu livro Como eu era antes de você, uma história que me conquistou por completo. De forma que esperava que A última carta de amor fosse um bom livro. E foi… com algumas ressalvas
A narrativa é em terceira pessoa sobre perspectivas diferentes ao longo do livro. Ao início de cada capítulo, a autora traz um trecho de cartas, emails ou mensagens reais de amor, além de trechos das cartas de Boot que compõem a ficção. A autora se mantém com sua escrita fluida e envolvente que eu conhecia.
Os temas explorados, dessa vez, foram os romances proibidos, o que inclui o adultério. Confesso que essa não é uma situação que me anime para ler, já que não é algo que eu concorde, mas o livro me conquistou de uma forma extremamente inesperada. Somos apresentados a um romance apaixonante que atravessa gerações e se interliga com as relações mais modernas dos dias atuais.
Jennifer Stirling é uma mulher casada nos anos 60 com um homem rico, porém frio, chamado Laurence. Apesar da vida boa que leva, Jenny é constantemente cobrada por Larry para desempenhar um papel de esposa perfeita aos olhos das pessoas e era assim que eles levavam a relação deles. Pelo menos, até Boot aparecer.
Boot, na verdade, é um apelido que Anthony O’Hare ganhou, ao desenrolar da história, por Jennifer. Um jornalista que, por acaso, vai parar na casa do casal após realizar uma entrevista com Larry e se encontra com Jenny pela primeira vez.
O romance que se inicia a partir desse encontro flui naturalmente e as cartas ou, até mesmo, bilhetes que os dois vão trocando são, sem dúvida, o ponto alto da leitura. E, mesmo com algumas atitudes irritantes, Jennifer toma outra super corajosas, o que a fez ganhar minha simpatia após um tempo.
Na mesma época em que Jennifer e Anthony se encontram, ela sofre um acidente de carro que a faz perder a memória e isso, obviamente, atrapalha o que eles estavam prestes a viver e deixa a protagonista super confusa. O livro é dividido em três partes e, pelo menos nas duas primeiras, acompanhamos capítulos sobre antes e depois do acidente aleatoriamente.
Já na terceira, acompanhamos melhor a vida de Ellie, uma mulher que conhecemos anteriormente no prólogo e que também está envolvida com um homem que não deve, mas quatro décadas separam sua história e a de Jennifer. O que liga essas relações, após mais de quarenta anos é, nada mais, nada menos, que uma carta.
É inusitado, emocionante e revelador porque, ah, gente! Onde estão as longas (ou curtas mesmo!) cartas de amor escritas à mão de antigamente? Reduzidas às mensagens de texto sem personalidade? Seguimos de perto as histórias dessas duas mulheres e podemos sentir a diferença.
Sou fã da escrita da Jojo porque esse livro não chegaria muito longe se a história nos fosse apresentada de forma diferente. Cada detalhe desenvolvido pela autora é cheio de romantismo e nos envolve até a última página. Na verdade, principalmente nas últimas páginas! Em meio a encontros, desencontros e tantos outros obstáculos impostos aos personagens.
Só depois fica mais fácil se ambientar e pegar o ritmo, e da metade do livro para frente não consegui largar antes do final.
A história em si é bem romântica e, se fizer um esforço para passar da metade do livro, vai conseguir se envolver e gostar, e até mesmo captar a mensagem que Jojo Moyes quis nos passar em A última carta de amor.

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